Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI
Enviada em 10/10/2018
Segundo o filosofo Michel Foucault: “precisamos resolver nossos monstros secretos, nossas feridas clandestinas e toda insanidade oculta “De forma análoga as explorações trabalhistas na sociedade moderna comporta-se como uma insanidade histórica e persistente mesmo após avanços constitucionais; resultando em uma série de entraves para o desenvolvimento social. Tal conjuntura evidencia-se pelo histórico desrespeito humano e não cumprimento de leis.
Em primeira análise, é importante sinalizar que a histórica falta de respeito ao ser humano interfere diretamente para a perpetuidade da escravidão. Historicamente, povos julgados como “inferiores” desde o inicio da civilização ao índios foram vítimas e em seguida, os africanos foram trazidos e postos a situações desumanas. Contudo, no século XXL, a escravidão ainda persiste com pessoas de baixa escolaridade e oportunidades de emprego impossibilitando-os de exercer seus direitos essenciais à vida como: moradia, alimentação, educação e saúde.
Isso leva a constatação que a cidadania ainda não é exercida plenamente no país. Por conseguinte, é válido salientar que o desrespeito a leis interfere diretamente para a permanência da exploração trabalhista. Segundo, o artigo 3º da Constituição brasileira de 1988, a sociedade deve ser constituída de uma sociedade livre, justa e solidaria. Em contrapartida, esta é desrespeitada em vista que o capital a cada dia é supervalorizado em detrimento da cidadania à todos. Com isso, o não cumprimento de leis que estabelece a igualdade, permite uma nação fardada a injustiça.
Fica claro, ações de caráter intervencionista a fim de combater a exploração trabalhista na sociedade brasileira, causadora de uma série de entraves, impossibilitando o desenvolvimento social. E isso pode ser feito através de maiores difusões de informações em torno do problema tanto em âmbitos históricos quanto legislações aos alunos e população em geral por meio do Ministério da educação com campanhas publicitárias esclarecedoras, palestras aberta ao público. E ainda maior número de fiscalizações em locais de maior tendência ao crime, pelo Ministério do Trabalho, possibilitando maior engajamento o governo para o fim de tal insanidade. Dessa forma, tornado as pessoas informadas e consciente de seus direitos em conjunto com fiscalizações tornará a escravidão algo somente do passado.