Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI
Enviada em 15/10/2018
O filme, O menino 23, retrata a história de cinquenta crianças negras “adotadas” por uma família rica e que foram levadas para trabalhar em condições insalubres em uma fazenda de São Paulo. No Brasil, esse cenário não é raro, pois mais de mil pessoas foram resgatas nessas condições só em 2015, segundo o Ministério do Trabalho. Desse modo, deve-se analisar possíveis caminhos pra combater esse ato desumano no país.
De fato, é possível mencionar que a pobreza é um fator determinante para essa problemática. Isso ocorre porque no intuito de aumentar a renda familiar e escapar da fome, os pais submetem os filhos a subempregos que, muitas vezes, são análogos ao escravo, que se perpetua por gerações, gerando um ciclo vicioso. Por resultado disso, mais de cento e cinquenta mil brasileiros vivem nessas condições, de acordo com a ONG Walk Free Foundation.
Outrossim, nota-se ainda, que mais da metade dos escravos do século XXI são analfabetos. Isso significa que o analfabetismo é um dos facilitadores para a consolidação do trabalho escravo. Pois, muitas pessoas, não conseguem encontrar ocupação no mercado de trabalho que exige profissionais cada vez mais especializados, e acabam vendendo seu trabalho por valores ínfimos para conseguir sobreviver no atual mundo capitalista.
Torna-se evidente, portanto, que medidas drásticas precisam ser tomadas para que a escravidão seja realmente abolida, e que cenas como a do filme sejam apenas ficção. Em razão disso, o Ministério do Desenvolvimento Social deve aumentar a fiscalização para o programa Bolsa Família, no intuito de fazer com que esse benefício chegue a quem realmente necessita, evitando as fraudes. Em consonância, com um programa educacional promovido pelo Ministério da Educação, que possua como objetivo alfabetizar e profissionalizar os cidadãos, para que eles possam ser inseridos no mercado de trabalho. Dessa forma, o Brasil poderá combater o trabalho escravo e devolver à dignidade a milhares de brasileiros que vivem nessas circunstâncias atualmente.