Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI

Enviada em 16/10/2018

Consoante o Índice Global de Escravidão, cerca de trinta milhões de pessoas trabalham em condições análogas ao período da escravatura. Dessa forma, nota-se que a exploração trabalhista é um problema atual de difícil resolução, uma vez que é uma atividade lucrativa, além de ser algo extremamente articulado e planejado pelos donos de terra.

Mormente, a escravidão é uma atividade de baixo custo e alta lucratividade, fato que dificulta sua extinção. Nesse sentido, durante o Brasil Colônia, a exploração do trabalho africano surge como uma forma de enriquecer Portugal. Atualmente, segundo Zygmunt Bauman, autor do livro “Modernidade Líquida”, as pessoas são individualistas, já que a mentalidade de muitas pessoas deixou de ser coletiva para ser focada apenas no indivíduo. Logo, surge a escravidão, posto que ela é muita lucrativa e muitos não se preocupam com o bem estar do empregado.   Outrossim, o planejamento estratégico dos alienadores dificulta que eles sejam achados. Em vista disso, antes se tornar escravo, o dono de terras promete inúmeros benefícios ao trabalhador; no entanto, ao chegar na fazenda, ele está endividado pelo preço do maquinário e pela alimentação oferecida pelo alienador. Ademais, na maioria dos casos, regiões com trabalho escravo possui segurança armada a fim de evitar fugas. Sendo assim, é difícil o trabalhador sair da sua condição de escravo, uma vez que a organização do proprietário de terra é muito articulada.

Evidencia-se, portanto, que a escravidão é um problema de difícil extinção. Para solucionar tal impasse, é necessário que o Governo Federal, juntamente com o Ministério do Trabalho, crie mecanismos burocráticos para evitar o aparecimento de trabalho escravo. Para isso, é fundamental surgir uma regulamentação trabalhista ligada ao setor da agricultura e do extrativismo a fim de coletar dados dos trabalhadores antes de irem para o local de trabalho. Dentre essas informações, é possível citar o futuro local de trabalho, telefone de contato pessoal e familiar, nome de familiares e dentre outros dados. Dessa maneira, é possível combater a escravidão.