Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI
Enviada em 22/10/2018
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, em vigor até os dias atuais, prevê o acesso a boas condições de trabalho e ao bem-estar social. Conquanto, os desafios no combate ao trabalho escravo, no século XXI, impedem que parcela da população desfrute desse direito. Assim, deve-se analisar como a questão constitucional e a desigualdade social atuam no problema.
Inicialmente, o mau cumprimento da Constituição Federal é a principal causa dos desafios na extinção do trabalho escravo. De maneira análoga à Aristóteles na obra “Ética a Nicômaco”, a política existe para garantir o bem comum. No entanto, é notório que o trabalho exercido por parcela da sociedade, viola esse direito, principalmente no que se refere aos desafios para resolver o impasse, tendo em vista que, 62% da população, segundo o Jornal “O Globo”, tem que submeter-se, pela necessidade, à precárias condições trabalhistas.
Além disso, toma-se a desigualdade social como impulsionadora do problema. Entretanto, faltam medidas efetivas tomadas pelo poder executivo. Isso, consoante ao pensamento do ativista social Marthin Luther King de que apenas a justiça muda o mundo, expõe que esse conceito encontra-se infringido no país, à medida que os investimentos em justiça social, só decrescem. Dessa forma, a desigualdade é mais comum e muitas pessoas tendem a trabalhar, infelizmente, sem liberdade e salários corretos. Porém, não se sustenta a tese de que isso seja normal em um país tão globalizado.
Portanto, diante do exposto, o trabalho escravo deve ser extinto. O Ministério da Justiça deve implementar campanhas de justiça social, por intermédio de vagas em postos de trabalho e fiscalização das condições trabalhistas, com distribuição de campanhas para denúncia de trabalhos análogos à escravidão, a fim de diminuir os desafios presentes nesse imbróglio. Dessa maneira, tornar-se-á cumprida a Declaração dos Direitos Humanos.