Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI

Enviada em 18/10/2018

Consoante à segunda lei de Newton, um corpo tende a permanecer em seu estado inicial até que uma força contrária ao mesmo seja aplicada. De mesmo modo, o trabalho escravo é uma vicissitude que precisa de ser refreada. No entanto, a falta de fiscalização no interior do país e o desconhecimento dos direitos dos trabalhadores são fatores determinantes para que essa realidade perdure. Diante disso, fica evidente que a labuta em condições subumanas é uma problemática a ser enfrentada de maneira mais organizada pelo Brasil.

A princípio, é indubitável que a atuação do Estado acompanha a população. Consequentemente, as áreas da nação com menor concentração populacional sofrem com uma baixa presença do poder público. Destarte, esses ambientes tornam-se lugares propícios para a prática do trabalho escravo. Prova disso é que, de acordo com o portal eletrônico do governo federal, estima-se que 70% da mão de obra em condições desumanas estejam atuando no interior do país.

Outrossim, cabe salientar que, segundo o jornal Folha de São Paulo, 90% dos trabalhadores em circunstâncias inumanas não possuem sequer o ensino fundamental completo. Por conseguinte, o baixo de nível de conhecimento faz com que não conheçam seus direitos, aceitando qualquer emprego, independente da situação de labuta. Isso posto, fica nítido que o Brasil precisa de avançar muito contra o trabalho escravo.

Portanto, o governo federal deve expandir sua atuação no interior da nação, por meio da atuação da polícia ambiental e da abertura de escolas, visando: fiscalizar as situações trabalhistas dessas localidades, prender os que possuem mão de obra escrava e aumentar o nível de escolaridade dos moradores dessas regiões para que esses conheçam seus direitos. Espera-se, com isso, que as atividades em condições subumanas acabem, refreando de uma vez por todas esse problema.