Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI

Enviada em 23/10/2018

A privação de liberdade associada com abusos, preconceitos e assumir o direito de posse sobre o outro ser humano são características de escravidão. De certo, os moldes do século XXI segue os mesmos dos séculos passados, pessoas sendo obrigadas a trabalhar.

Primeiramente, o baixo nível de escolaridade em pessoas que estão em vulnerabilidade social é um dos fatores que dificultam a ascensão e oportunidade a empregos dignos. Dados mais recentes do IBGE mostram que quase 13 milhões de pessoas estão desempregadas no Brasil, um número alarmante. Com tais fatores, a população sujeita-se a qualquer tipo de trabalho para garantir o sustento da família, até mesmo o escravo.

Pode-se observar, que o combate a escravidão dificulta-se principalmente pela falta de investimentos na fiscalização e corrupção entre agentes fiscalizadores e empresas. No entanto, existem ONGs, como o Instituto Verite, que trabalham incessantemente na luta contra a escravidão, ao denunciar o trabalho escravo no mundo inteiro. Inclusive, várias empresas famosas, como Nike, Apple, Coca-Cola e Zara, já foram reportadas por terem empregados em situação análoga a escravidão.

Não obstante, faz-se necessário medidas para que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados. Portanto, cabe à mídia, por meio de novelas e jornais, realizar campanhas educativas que incentivam a denuncia do trabalho escravo. Além disso, cabe Ministério do Trabalho estudar as áreas mais afetadas, fornecer cursos gratuitos e procurar remanejar, junto com grandes empresas, as pessoas lesadas à empregos honestos. Assim, o Art. 3 da C.F. de 1988 será respeitado, cujo tem como objetivo o bem-estar de todos, erradicar a pobreza e criar uma sociedade justa e livre.