Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI
Enviada em 28/10/2018
Escravidão contemporânea
Desde a colonização brasileira, o escravismo foi um elemento fundamental na sua formação, uma vez que esse sistema foi usado durante 300 anos de sua história. Toda vida, mesmo com a Lei Áurea assinada em 1888 e todas as leis trabalhistas conquistadas, o trabalho escravo ainda faz-se presente em decorrência da desigualdade social e da falta de fiscalização.
Em primeiro lugar, a falta de escolaridade de pessoas carentes impede que indivíduos que vivem nessa realidade consigam trabalhos de qualidade. Segundo dados do IBGE, em 2017, a taxa de desempregados atingiu a marca de 12,7%. Com isso, a população sujeitasse a trabalhos análogos a escravidão, com baixa remuneração e cargas horárias excessivas. Contudo, as crianças que tm essa vivência são privadas de uma educação, o que torna a situação um ciclo interminável.
Ademais, grande parte da população desconhece essa prática e como consequência o número de denúncias é muito baixo. Segundo dados postados pela revista Carta Capital, as fiscalizações de denúncias contra práticas escravagistas estão em franco declínio desde 2013, isso em detrimento da falta de recursos financeiros.
Conclui-se, portanto, que a pratica escravagista faz-se presente ainda no século XXI, mesmo depois das leis implantadas desde a Era Vargas. Portanto, o Ministério do Trabalho juntamente com grandes empresas devem promover cursos técnicos gratuitos em regiões carentes a fim de qualificar a mão de obra e garantir oportunidades a essa população. Analogamente, cabe a mídia e aos meios de comunicação por meio de publicidade e campanhas educativas que promovam a realização de denúncias contra o trabalho escravo e irregularidades fiscais para que a população auxilie esse combate. Ademais, o Ministério da educação juntamente com cada município devem investir nas escolas promover a educação, para só assim garantir um futuro sem a exploração trabalhista.