Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI

Enviada em 24/10/2018

Adotada, em 1948, pela Organização das Nações Unidas, a Declaração Universal dos Direitos Humanos visa garantir a dignidade humana. Entretanto, a permanência do trabalho escravo da-se por pouca fiscalização do Estado. Isso é evidenciado por meio da grande participação da mão de obra imigrante, bem como por marginalização do trabalhador rural.

Primordialmente, muitos imigrantes são vítimas do trabalho escravo por buscar uma melhor qualidade de vida. Nesse contexto, a condição social do cidadão é um grande desafio para combater o impasse. Prova disso, segundo o site G1, muitos venezuelanos buscaram o Brasil como opção de uma vida melhor, mas alguns foram submetidos à condições precárias de trabalho. Dessarte, a falta de fiscalização do Estado brasileiro intensifica a problemática. Desse modo, a obra " O cortiço", de Aluízio Azevedo, já denunciava o trabalho escravo por meio de Jerônimo - português vítima de condições precárias de trabalho em uma pedreira.

Ademais, o Brasil possui raízes escravocratas de origem colonial. Por conseguinte, o trabalho no campo sempre foi menos priorizado do que o urbano. Nesse sentido, no governo Getúlio Vargas, as leis trabalhistas foram em prol da industrialização urbana. Consequentemente, o trabalho rural foi marginalizado. Logo, o trabalho no campo concentra grande quantidade de mão de obra escrava. Exemplo disso é, segundo o jornal BBC News, trabalhadores do campo estão sendo vítimas de soterramento de soja por falta de fiscalização do trabalho.

Portanto, o Estado não deve ser omisso no combate do trabalho escravo. É dever do Ministério da Defesa e Fronteira elaborar parcerias com a Google, por meio do uso de drones em propriedades rurais, com o objetivo de fiscalizar o território e averiguar as condições ilegais de trabalho. Além disso, é dever do Ministério do Trabalho e Emprego fiscalizar a condição de trabalho dos imigrantes, por via da visita de agentes sociais em propriedades de terras, para que possíveis sinais de trabalho escravo possam ser detectados e os proprietários de terras multados.