Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI
Enviada em 02/11/2018
O documentário “O lado negro do chocolate” feito pelo jornalista dinamarquês Miki Mistrat denuncia a venda de centenas de crianças, na Costa do Marfim, para o trabalho escravo nas plantações de cacau. Nesse sentido, percebe-se que apesar da escravidão ter sido abolida, em muitos países isso ainda não é realidade. Sendo assim, esse é um problema grave que necessita ser solucionado.
Primordialmente, é válido ressaltar que o Brasil possuí raízes profundas com escravidão, herdadas do período colonial, e que apesar de ter sido abolida no dia 13 de maio de 1888, por meio da Lei Áurea, assinada pela Princesa Isabel. Anos depois a problemática em questão ainda é realidade em grande parte do território nacional, sendo no meio urbano ou rural. Tal fato evidencia o ciclo do trabalho escravo, que determina o aliciamento, migração forçada, exploração do trabalho, fuga, denúncia às entidades competentes, fiscalização, libertação dos trabalhadores e retorno ao país de origem. Porém, não é sempre que os casos terminam dessa forma, o que resulta em violação do direitos e má qualidade de vida.
Outro fator, que corrobora o trabalho forçado é o sistema capitalista. O escritor Eric Williams, em seu livro Escravidão e Capitalismo afirma que a razão da escravidão negra na América Latina não foi racial e sim econômica, baixo custo de mão de obra. Então, com a perpetuação do Capitalismo após a I Revolução Industrial, tudo que interessa para os empresários é lucrar e para alguns é lucrar a qualquer custo, e com isso, a escravidão que havia sido abolida foi trazida de volta por conta de seu baixo custo.
Com isso, percebe-se que o trabalho forçado no século XXI é um problema grave e que possui raízes profundas, mas que podem ser superadas. É de suma importância que o Disque e Denúncia seja divulgado em novelas e revistas, para que caso alguém veja alguma atividade suspeita denuncie, para conseguir se quebrar e por fim ao ciclo da escravidão. Além disso, é necessário que o Ministério do Trabalho intensifique as fiscalizações em locais com indicio de trabalho forçado, a fim de pegar os empresários que perpetuam essa prática, e junto com o Ministério Público indiciem e punam os culpados.