Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI
Enviada em 28/10/2018
É evidente que desde a época imperial , por meio da Lei Áurea, a era escravocrata no Brasil apresentou seu suposto fim. Atrelado à isso, o artigo 5º da constituição brasileira age como precursor da dignidade da pessoa humana e ,ademais, assegura a conquista proporcionada pela lei abolicionista. Entretanto, a presença desses meios norteadores sociais não foram suficientes, pois o Brasil mantêm, até hoje, tradições provindas da escrevidão, seja pelo próprio trabalho compulsório, seja pelo preconceito com a população negra. Por isso, deve-se discutir como o egoísmo e a falta de reflexão sobre o passado servem como perpetuadores do trabalho escravo.
A priori, cabe ressaltar que os valores egocêntricos corroboram como empecilhos ao fim do trabalho compulsório. Isso ocorre , pois muitos brasileiros - em sua maior parte no interior do território - apresentam condições sociais e econômicas de nível precário e , por isso, são submetidos a condições degradantes de sustento que , por sua vez, são oferecidas por indivíduos compactuados com a sociedade capitalista Ocidental. De acordo com o site Congresso Formal, em 2007, mais de 5000 pessoas foram descobertas em condições desumanas impostas por seus patrões - que buscam a maximização do lucro - e , dessa maneira, essa realidade é correlatada por Arthur Schopenhauer, no qual afirma que " O motor fundamental do ser humano é o egoísmo". Dessa forma, o trabalho escravo não apresenta seu verdadeiro fim, pois grandes empresários continuam a explorar sem nenhum tipo de empatia.
Outrossim, a falta do olhar ao passado é um fator que faz perpetuar as tradições escravocratas. Isso é evidenciado nas instituições de ensino , pois, a escravidão é percebida apenas como uma matéria escolar e , portanto, não é minuciosamente analisada pelos alunos. Com relação a isso, a sociedade mantêm-se inerte diante da problemática, visto que o assunto não é questionado desde a base escolar, um equívoco segundo a ótica de Confúcio, no qual afirma que “Não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros”.
Urge, portanto, a necessidade de combate ao trabalho escravo no Brasil. Para isso, o Governo Federal deve aumentar o número de fiscalizações - majoritariamente - em áreas interioranas, por meio de funcionários de ONGs dispostos a colaborar e , assim, diminuir significativamente a problemática. Ademais, o Ministério da Educação deve implantar na grade curricular das instituições de ensino público e privado a matéria de ética e cidadania a fim de promover debates constantes, não apenas acerca da escravidão , mas , também, de questões sociais que mereçam o olhar social. Dessa maneira, a dignidade da pessoa humana poderá se tornar uma verdade tangível a todos os cidadãos.