Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI

Enviada em 29/10/2018

O trabalho escravo existe, no Brasil, desde o Período Colonial. Embora tenha sido abolido em 1889 e ser atualmente considerado crime contra a dignidade humana, ainda é perceptível a persistência dessa prática. Desse modo, notam-se grandes desafios relacionados a escravidão da pós-modernidade, ligada, principalmente, a dificuldade de fiscalização pelos órgãos públicos e ao pouco conhecimento do passado histórico.

Em primeira análise, os novos modelos de trabalho escravo dificultam no monitoramento dessa prática. Salienta-se que, na contemporaneidade, essa forma trabalhista se dá em áreas de agropecuária, mineração e indústrias têxteis, locais distantes dos centros urbanos, e por isso, escondidos da fiscalização do Governo. Apesar disso, o Ministério do Trabalho consegue retirar cerca de 2000 trabalhadores por ano, de ambientes sob condições forçadas e degradantes. Portanto, é de fundamental importância aumentar as fiscalizações no intuito de tirar mais cidadãos dessas situações deploráveis.

Além dos entraves na fiscalização, é fácil perceber a pouca importância dada ao regime escravocrata pela sociedade brasileira. Sabe-se que, a falta de ensino voltado as perversidades desse regime levam o brasileiro a esquecer e relativizar o quanto foi difícil a abolição e o quanto os negros sofreram nessa época, haja vista o Brasil ter sido o último país a acabar com esse regime. Por esse ponto, tal fato contribui para a continuidade do trabalho escravo, pois os cidadãos ignoram essa prática e não se mobilizam contra esse cenário. Nesse sentido, é essencial mostrar como o trabalho escravo não está distante do contexto atual a fim de coibir tal problemática.

Destarte, é imprescindível acabar com o trabalho escravo. Cabe, então, ao Governo Federal aumentar o incentivo fiscal destinado ao Ministério do Trabalho, com a finalidade de ampliar as fiscalizações e recuperar mais trabalhadores. Aliado a isso, o Ministério da Educação deve criar campanhas socioeducativas, voltadas ao ensino dos direitos humanos e ao combate de práticas que os firam, com o intuito de educar todos os brasileiros para que os mesmos lutem contra essas atitudes trabalhistas. Assim, o Brasil poderá superar tais desafios.