Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI

Enviada em 01/11/2018

“Eu vejo o futuro repetir o passado”. A música do cantor Cazuza infelizmente retrata uma realidade brasileira, o trabalho escravo na contemporaneidade. Todavia, mesmo com sua abolição em 1888, questões de desigualdades sociais e fiscalização precária contribuem para a manutenção dessa situação. Nesse contexto, é necessária a ação de diversos setores sociais para alterar esse cenário.

A priori, uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego chegou a 11,8%. Dessa forma, a população com baixa escolaridade e sem capacitação profissional se sujeita a condições insalubres de trabalho, jornadas exaustivas de trabalho e com má remuneração com o intuito de sustentar a família. Diante disso, pequenas e grandes empresas se aproveitam desses trabalhadores os colocando em condição de escravos contemporâneos.

Ademais, o desconhecimento dos direitos trabalhistas e a falta de uma maior fiscalização por parte da subcomissão de combate ao trabalho escravo, influencia a manutenção dessa situação, como indica os dados publicados pelo Ministério do Trabalho em que, no ano de 2017 foram realizadas 88 fiscalizações contra 115 no ano de 2016. Diante disso, a falta de denuncias por parte da população influencia a manutenção desse quadro de escravidão.

Portanto, torna-se evidente a necessidade de medidas que atenuem essa problemática. Dessa maneira, cabe ao Ministério do Trabalho em conjunto com  o Ministério da Educação realizar campanhas de capacitação profissional em centros comunitários e em escolas com o intuito de preparar a população para o mercado de trabalho e o conhecimento dos direitos trabalhistas. Além disso,o Ministério do Trabalho pode promover campanhas de incentivo a denuncias de trabalhos escravos com apoio das mídias como, televisão, rádio e redes sócias. Assim, o trabalho escravo ficara no passado como esperava Cazuza.