Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI
Enviada em 21/02/2019
“Ele não é satisfação de uma necessidade, mas apenas um meio para satisfazer outras necessidades”. A frase do sociólogo Karl Marx, ratifica a problemática do trabalho na sociedade atual. De fato, a alienação do trabalho e a falta de fiscalização eficiente têm feito milhares de indivíduos trabalharem em condições análogas a escravidão. Desse modo, reverter essa situação social a qual estão submetidos é indispensável para combater os efeitos gerados na contemporaneidade. Primeiramente, a falta de instrução nas escolas corrobora para o desconhecimento da importância das denúncias e do respeito aos direitos humanos. As informações nas escolas não são frequentes e, sem uma maior divulgação à população, o número de trabalhadores escravizados faz-se maior do que a real demanda de prevenção do problema. De acordo com OIT (organização internacional do trabalho), os cidadãos mais afetados com essa realidade são imigrantes, trabalhadores rurais e pessoas que vivem em situação de pobreza e vulnerabilidade. Assim, a falta de fiscalização eficiente e o incentivo ao conhecimento e toda população sobre seus direitos ainda são escassos.
Além disso, a alienação trabalhista que esses indivíduos sofrem é um grande obstáculo. Centenas de pessoas são submetidas diariamente a jornadas exaustivas, condições degradantes, violência e cerceamento de liberdade. No estado de São Paulo, por exemplo, uma empresa funcionava através do trabalho escravo, onde ocasionou a morte de um trabalhador que morreu eletrocutado devido às irregularidades no sistema elétrico e a falta de equipamentos de segurança, que não eram disponibilizados. Com isso, tal grupo fica à margem de trabalhados desumanos em busca de um prato de comida ou da sua própria sobrevivência.
Deve-se, então, superar as barreiras que interferem no combate a essa realidade. Portanto, as escolas tem um papel imprescindível na quebra de paradigmas e na divulgação de informações que auxilia as pessoas, seja por debates e trabalhos apresentados, seja por ficções engajadas ou por pesquisas na internet. Logo, os cidadãos seriam incentivados a multiplicarem as informações e o conhecimento para ajudar a combater essa realidade. Ademais, o governo, em parceria com a OIT, deveria alterar as leis de fiscalização investindo em aparatos que controlem com maior rigor empresas, imigrantes e o campo. Desse modo, com as atividades educadoras e com a ampliação das ações dos órgãos públicos a mobilização ao combate aumentaria e acabaria com a realidade no trabalho proposta por Karl Marx.