Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI

Enviada em 03/06/2019

A Primeira Revolução Industrial, ocorrida na Inglaterra do século XVIII, foi marcada pela intensa exploração trabalhista das camadas mais pobres da sociedade. De fato, o Brasil hodierno ainda apresenta as características inglesas dos séculos passados, uma vez que o trabalho escravo ainda é uma mão de obra bastante utilizada no país. Desta maneira, devido as características de formação da nação brasileira, a problemática persiste, ditando sequelas físicas e sociais a serem combatidas.

É válido ressaltar, antes de tudo, a formação da sociedade brasileira como gênese da persistência do trabalho escravo. A exemplo disso a história é pródiga em apresentar, uma vez que durante séculos, os índios e negros foram escravizados em troca de escambos, chibatadas e catequização. Sendo assim, a sociedade brasileira segue a Ação Sociais Tradicional de Max Weber, uma vez a ideologia da exploração enraizou-se na cultura do país ao longo dos anos.Sendo assim, o sistema capitalista hodierno idealizou um ciclo vicioso, no qual os funcionários são alienados e escravizados de forma inconsciente.

Ademais, é necessário salientar o descaso para com a saúde mental do operariado. Como na obra atemporal de Charles Chaplin, “Tempos Modernos”, o trabalhador é apenas uma peça substituível da indústria. De maneira análoga ao longa, é inegável, então, que mesmo com a evolução das leis trabalhistas, o legado do Fordismo ainda permanece nas relações empregatícias só que,agora, camuflado em horas extras, férias não pagas e dos discursos depreciativos da meritocracia em que o operário que mais trabalha, é aquele de merece promoção. Tal cenário, entretanto, compromete a saúde mental dos subordinados, visto que as horas de lazer familiar e o descanso são deixados de lado para alcançar o sucesso profissional.

Infere-se, portanto, que a exploração trabalhista na sociedade moderna possui caráter histórico-social. Logo, é papel dos Sindicatos intervir na problemática, exigindo o cumprimento das leis trabalhistas e, para isso, devem promover fiscalizações mais rigorosas e aplicar multas às empresas que descumprirem-nas, a fim de melhorar as relações trabalhistas e minimizar a exploração do operariado. Ademais, é função do Estado o cuidado com a saúde do trabalhador e, para esse fim, o Poder Legislativo deve criar uma lei em que seja obrigatório a construção de unidades de saúde em empresas com mais de 500 funcionários, no intuito promover maior cuidado para com os trabalhadores. Destarte,desta maneira a sociedade brasileira conseguirá abandonar o legado fordista.