Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI

Enviada em 17/03/2019

Desde o período colonial, a escravidão foi o modo de produção utilizada para promover o desenvolvimento e garantir os interesses dos detentores de poder. Nesse sentido, nota-se que mesmo com a abolição de 1888, situações análogas a de escravidão são observadas no século XXI. Isso porque os desafios governamentais e a desigualdade social continuam persistentes na sociedade contemporânea.

Em primeiro plano, vê-se pouco investimento em fiscalização e informação. Dessa forma, além do baixo índice de denúncias por falta de orientação, as poucas que são realizadas não são solucionadas, visto que a punição não chega aos exploradores. Outrossim, segundo pesquisas do Ministério do Trabalho, só em 2015 foram resgatados mais de 1000 trabalhadores em situação degradante.Portanto, as leis trabalhistas, oriundas desde à década de 1930, têm se mostrado ineficazes a medida que não alcançam todos os cidadãos.

Ademais, a baixa escolaridade dos brasileiros leva a falta de oportunidades dignas de trabalho. Sendo assim, os indivíduos ficam submetidos a aceitarem extensas horas de atividade, com baixa remuneração por ser a única forma de garantir o sustento da família. Logo, essa realidade se torna um ciclo, impedindo a ascensão social dos explorados. Não obstante, há uma alienação das pessoas em relação à ética trabalhista, que passam a pensar que qualquer situação de exercício é preferível ao não trabalho.

Evidencia-se, portanto, a necessidade do Estado utilizar a mídia, com propagandas engajadas que veiculem a importância da denúncia, para que assim a impunidade não gere a reincidência do crime de exploração. Por conseguinte, é preciso um enrijecimento das leis e fiscalização, aumentando as multas e prisão para os casos cabíveis. Assim o Governo estará cumprindo seu papel social. Por fim, o Ministério da Educação deve incentivar o uso do ensino como meio para reverter a problemática e a nação dar largos passos para seu avanço.