Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI

Enviada em 06/04/2019

A precariedade do estado de trabalho é vigente, no Brasil, desde a época colonial. Período este marcado pelos altos índices de mão de obra escrava nas zonas de cana de açúcar e auríferas. Dito isto, no atual século, maneiras análogas ao trabalho são vistos em grande escala. Sendo assim, raízes históricas e dificuldades financeiras em detrimento de crises econômicas, são empecilhos que sustentam o problema.

É indubitável que fatores históricos e culturais são impulsionadores da problemática. Portanto, infere-se que, de acordo com regiões em que se concentrou as maiores quantidades de escravos no período colonial, a sociedade atual herdou as características trabalhistas da época. Prova disso são os números de trabalhadores encontrados em 2015 nas zonas auríferas de Minas Gerais, no qual, segundo o ministério do trabalho, foram encontrados 432 vítimas em condições análogas à escravidão.

Outrossim, são as dificuldades financeiras vividas no atual século. No qual, em detrimento da falta de capital dos mais pobres, a classe mais baixa tende a achar indispensável a oportunidade de trabalho- mesmo que seja análogo ao escravo. Sendo assim, à luz do sociólogo Karl Marx, as pessoas que vivenciam esse fato social são desprovidas de consciência de classe, em detrimento disso, a mais valia é cada vez mais vigente e impulsionada no atual século.

Destarte, é impossível liquidar a problemática, pois trata-se de raízes históricas profundas. No entanto, é possível amenizar as causas. Sendo assim, urge que o ministério da educação em parceria com escolas, crie campanhas educacionais em locais com mais incidência de trabalho escravista; assim as pessoas irão conhecer que são exploradas. Ademais, o ministério do trabalho, com o apoio da policia federal deve ganhar mais capacidade de intervir em locais de trabalho, assim casos como o de Minas Gerais possam ser encontrados e amenizados.