Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI

Enviada em 16/04/2019

É fato que muitas pessoas acreditam que o trabalho escravo foi aquele sofrido apenas pelos negros durante o período colonial. Entretanto, o trabalho escravo ainda é uma realidade no Brasil, pois está presente na vida de muitos empregados de fazendas que, infelizmente, possuem jornadas exaustivas e condições degradáveis de trabalho para o ser humano. Diante disso, a ineficácia das leis trabalhistas no interior do país, a desigualdade social existente e a insuficiência da fiscalização nessas regiões de exploração são os desafios do combate ao trabalho escravo no século XIX.

Em primeira abordagem, é importante sinalizar que a população carente presente em cidades do interior não possuem um nível de escolaridade alto ou cursos de qualificação para conseguirem empregos de qualidade. Com isso, essa população sujeita-se a atividades com jornadas exaustivas e condições degradáveis para o sustento familiar. Além disso, a maioria dessas pessoas não conhecem seus direitos trabalhistas e, por muitas vezes, deixam de denunciar os excessos cometidos durante o tempo de trabalho. Diante disso, com a ausência das denúncias por parte dos trabalhadores no interior, causa a baixa fiscalização existente e irregularidade na sua aplicação, bem como, a corrupção dos fiscais pelos donos de média ou grandes fazendas e o não cumprimento das leis trabalhistas.

Em vista dos argumentos apresentados, urge que o Ministério do Trabalho e Emprego, em parceria com as grandes empresas, promovam palestras e cursos gratuitos no interior do Brasil a fim de apresentar as leis trabalhistas para essa população conhecer seus direitos e obter qualificação, garantindo oportunidades com as atividades desenvolvidas por esse órgão. Logo, cabe à mídia, por meio da publicidade , a divulgação de campanhas que incentivam a realização de denúncias contra o trabalho escravo e irregularidades fiscais para que a população auxilie esse combate. Dessa forma, o trabalho escravo irá minimizar-se.