Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI
Enviada em 28/04/2019
O trabalho escravo existe há muito tempo na história da humanidade, tanto que no Brasil os índios foram usados desde os primeiros anos da civilização para realizar diversos tipos de atividades escravistas, como cortar e transportar madeiras até as embarcações . Sob o mesmo ponto de vista, atualmente ainda existe trabalhadores sob condições de trabalhos semelhantes ao trabalho escravo.
Primordialmente, vale destacar que em 1888 começou a vigorar a lei Áurea no Brasil que teve grande significância pois passou a punir os escravagistas, toda via não apresentou o fim da escravidão, pelo contrario ainda existem jovens, adultos e até crianças trabalhando em atividades mal remuneradas e cargas horárias excessivas. De acordo com o relatório Índice Global de Escravidão existe no Brasil quase 370 mil escravos modernos, que abrange o trabalho forçado, serviços por dividas, casamento forçado, escravidão e até tráfico de seres humanos.
Além disso, o combate ao trabalho escravo dificulta-se por não haver muitas fiscalizações, ainda mais porque muitos trabalhadores são analfabetos ou têm baixa educação formal, tendo pouca noção sobre seus direitos como cidadão e trabalhador. Bem como são pessoas em situações de extrema vulnerabilidade socioeconômica o que dificulta para que haja denuncias.
Paulo Freire educador, pedagogo e filósofo brasileiro afirma que “se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.” Neste sentido, a educação é fundamental para que os trabalhadores conheçam os seus direitos. A mídia deve promover publicidades mostrando os direitos dos trabalhadores e como denunciar trabalhos escravos, como também o PRONATEC ( Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego) deve promover mais cursos técnicos principalmente em regiões carentes ampliando as oportunidades educacionais dos trabalhadores, por meio do incremento da formação e qualificação profissional.