Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI
Enviada em 11/05/2019
“O mito da caverna”, representação alegórica do célebre filósofo Platão, cuja provação intelectual é questionada como corroboradora da falta de liberdade. Visto isso, é possível mencionar que o trabalho escravo, no século XXI, se associa como uma consequência indireta da privação intelectual dos indivíduos ao passo que são postos a margem da sociedade, sendo obrigados a aceitarem situações desumanas, como baixo salário por um emprego, ambientes insalubres, entre outros, configurando o chamado trabalho escravo contemporâneo, sendo necessário medidas não somente pelos poderes públicos mas pela sociedade.
Em primeiro lugar, é possível mencionar a existência do trabalho escravo na contemporaneidade e os desafios ao seu combate, fiscalizado rigorosamente pela Organização Internacional do Trabalho. Assim, tal problema se configura sobretudo em países que passam por gaves crises em sua conjuntura social, proporcionando o desmonte na economia e reflexo direto na sociedade, a exemplo do Sul da Índia, onde segundo a OIT, milhões de indianos são servos por dívida. Logo, há uma preocupação maior com o Brasil hodiernamente, que desde a crise financeira de 2009 enfrenta uma crise em sua conjuntura social, aumentando o número de desempregados e consequentemente de escravos modernos.
Outrossim, o vasto território mundial somado ao contingente populacional corrobora um desafio para a extinção do trabalho escravo no século XXI. Assim, pessoas vistas como frágeis pelo sistema capitalista são alvos fáceis para tal situação, como mulheres, crianças e analfabetos. Segundo Simone de Beaouvoir, basta uma pequena crise no sistema nacional para que os direitos sociais das mulheres começarem a ser questionados, confirmando que as mesmas são vistas como uma parcela da população frágil, em uma sociedade patriarcal, machista, capitalista e excludente. Segundo as ideias do renomado sociólogo Augusto Comte, todas as sociedades e culturas progridem ao mesmo fim, visto isso, o trabalho escravo deve ser erradicado para o progresso moral da humanidade.
Contudo, a OIT deve ampliar a fiscalização a nível territorial afim de que se diminua o número de escravos modernos, aumentando o número de fiscais e aplicando sanções a países que descumpram os acordos assinados por estes, na Organização das Nações Unidas. Ademais, a população deve ser instigada a denunciar supostos casos as autoridades competentes para que se fiscalize e se cumpra o mencionado pela lei para aqueles que a descumprir, para que futuramente, se diminua o número de indivíduos submetidos a situações vilipendiosas. Formar-se-à, assim, países capazes de colher frutos de investimentos feitos.