Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI

Enviada em 26/05/2019

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos  garante a todos os indivíduos o direito à saúde, segurança, trabalho e ao bem-estar social. Conquanto, o trabalho escravo que ocorre hodiernamente impossibilita uma parcela da população de desfrutar desse direito universal na prática. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser combatidos de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.

A falta de conhecimento e a necessidade são fatores principais de trabalhos irregulares no país. Atualmente, há mais de 21 milhões de pessoas escravas no Brasil, e abandonadas politicamente e socialmente por leis fracas de fiscalização. Segundo o IBGE, 85% são homens ou crianças, principalmente, analfabetos. Diante do exposto, é necessário notar o empecilho em reconhecer os direitos e as leis do cidadão por todos os brasileiros.

Faz-se mister, ainda, salientar as condições de miséria na qual a maior parte dos brasileiros se encontra, sendo um grande impulsionador da submissão trabalhadora. De acordo com Bauman, sociólogo polonês moderno, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “modernidade líquida” vivida  no século XXI. Diante de tal contexto, é inevitável não percebermos o descaso em camadas mais pobres, influênciando diretamente no aumento de pessoas enganadas.

Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Dessa maneire, o governo federal deve aumentar as fiscalizações, implantar leis mais severas e abranger para mais pessoas o conhecimento dos seus direitos, por meio de postos de fiscalização, palestras e debates com o auxílio de slides, exemplos e documentários reais. Espera-se com isso diminuir os casos de escravidão por trabalho, e restaurar uma vida de direitos para todos.