Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI

Enviada em 01/07/2019

Em 2018, fiscais identificaram 1,7 mil casos de trabalho escravo no Brasil. Ademais, 43% desses casos encontram-se na região de Minas Gerais, principalmente na extração de minério. Sendo assim, enfrentamos graves problemas no que condiz à suspensão da dignidade do trabalhador, garantida na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).

Em primeiro lugar, essas dificuldades encontradas no Brasil, advém pela baixa escolaridade, uma vez que a maioria dos casos de trabalho escravo é exercida por adolescentes e crianças. Assim pela fácil alienação dessas pessoas “desprovidas do saber”, fica explícito a manutenção da mentalidade escravocrata. Nesse sentido, gera um grande aumento da formação de trabalhos informais, onde a condição de desemprego leva a vários trabalhadores optarem por essas alternativas. Muitos desses aliciadores optam por esse tipo de exploração em busca da alta lucratividade, já que os trabalhos informais não precisam pagar nenhum tipo de impostos. Por essa falta de preocupação por parte desses aliciadores, a fiscalização acaba sendo ineficiente, existindo muitas punições brandas.

Prova disso, a uma redução da arrecadação de impostos, consequência do trabalho informal. Além disso, muitos trabalhadores passam por traumas tanto físicos como psicológicos, deixando-os instabilizados. Como diz um ditado popular, " O trabalho dignifica o homem", já que com esse tipo de exploração aprofunda  exacerbadamente  as desigualdades sociais, deixando o trabalhador na condição de endividado.

Dessa maneira, cabe os governos, ampliar políticas de renda miníma e de inclusão no mercado de trabalho formal. Instituir apoio jurídico, psicológico e social às vítimas. Os cursos técnicos deveriam designar programas sociais, de profissionalização e capacitação dos trabalhadores vulneráveis. Escolas, instituições, e locais públicos deveriam informar por meio de campanhas midiáticas características, gravidade e canais de denúncias. Só assim devolveremos a dignidade de um trabalhador brasileiro.