Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI

Enviada em 08/07/2019

Jhon Stuart Mill, filósofo utilitarista, argumentava com seu conceito “Princípio da maior felicidade”, que a ação moralmente certa é aquela na qual maximiza a felicidade para um maior número. Paralelamente, apesar do trabalho escravo ser considerado uma conduta errônea, a sociedade, na atualidade, desconhece suas práticas e, muitos, continuam a exercê-lo. Assim, cabe-se avaliar as causas que levam os indivíduos a esses tipos de trabalhos e, também, a violência sobre eles, a fim de serem combatidas.

A princípio, em função da pobreza, muitos empregadores aliciam as pessoas carentes, com propostas de salário, comida e moradia, com objetivo da “mão de obra barata” e do benefício próprio. Consoante ao filósofo Sêneca, grandes riquezas, grande escravidão. Igualmente a isso, nota-se que as causas dos indivíduos serem escravizados, são formadas pela busca exacerbada dos contratantes por lucro e da falta de recursos financeiros dos cidadãos, nas quais distorcem o conceito de Jhon Stuart.

Em segundo plano, atrelado as causas do trabalho escravo, as pessoas recrutadas a esses tipos de emprego, muitas vezes, são violentadas por seus patrões. O filme “Doze Anos de Escravidão”, relata a vida de Solomon Northup, um negro livre que é escravizado e vendido para um fazendeiro, no qual o violenta e exerce pesados trabalhos sobre ele. Fora da ficção, observa-se que esse tipo de atitude está presente na realidade de muitos brasileiros, que sofrem com a privação social e a violência.

Portanto, Faz-se necessária a atuação do Ministério do Trabalho, por meio de verbas governamentais, criem medidas econômicas que auxiliem a população carente, por exemplo, mesadas à cada três meses e a isenção de impostos, com objetivo de amparar as famílias mais pobres e reduzir a recrutamento destes à escravidão por falta de recursos financeiros. Ademais, o Ministério da Justiça, deve fazer fiscalizações, por meio dos órgãos de segurança pública, em busca de delitos de escravidão e violência, para punir os infratores com multas financeiras, com o intuito de minimizar esses atos e, enfim, vivenciar o “Princípio da maior felicidade”.