Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI

Enviada em 31/07/2019

Biologia define o vírus como ‘‘um parasita intracelular que só consegue dispor de manifestações vitais interior das células hospedeira.’’ Em vista disso, percebe-se que o trabalho escravo no século XXI, tem se comportado como um autêntico vírus, que contamina e prejudica a vida de milhares de indivíduos. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem essa problemática.

Segundo o filósofo Frederick Angel ‘‘O ser humano é influenciado pelo tempo e horizonte em que vive.’’ Nesse âmbito, nota-se que o trabalho cativo na atualidade tem influenciado a sociedade de forma negativa. Nessa conjuntura, conforme a Organização Internacional do Trabalho - OIT -, estima-se que existam cerca de 21 milhões de trabalhadores no mundo vivendo em condições análogas à escravidão. Dessa forma, faz-se urgente a formulação de uma ação para combater essa conduta.                Outrossim, após  130 anos da Lei Áurea, o Brasil ainda mantém situações de trabalho forçado. A exemplo, conforme pesquisa realizada pela OIT, no Brasil, as vítimas costumam ser as populações mais vulneráveis. Entre elas, mulheres e meninas forçadas à prostituição, migrantes que se submetem a ofícios deploráveis com medo de serem deportados e indígenas. Logo, tal atitude contribui com a proliferação desse problema.

Portanto, medidas são cruciais para combater esse caso. Dessa maneira, cabe à mídia, por meio de publicidade, a promoção de campanhas educativas que incentivam a realização de denúncias contra o trabalho escravo e irregularidades fiscais para que a população auxilie esse combate. Além disso, o Ministério do Trabalho e Emprego, em parceria com grandes empresas, deve fornecer curso técnicos gratuitos em regiões carentes a fim de qualificar a mão de obra e garantir oportunidades a essa população. Dessa maneira, a exploração trabalhista irá minimizar-se.