Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI
Enviada em 19/08/2019
Segundo o filósofo prussiano Immanuel Kant, “a educação define o que será do ser humano”, portanto, verifica-se que a educação brasileira está sendo falha em orientar os futuros ocupantes do mercado de trabalho. Uma vez que, só em 2015 mais de mil trabalhadores foram resgatados em condições análogas ás de escravidão. Logo, é através dela que se começa a desatar a mentalidade escravocrata e elitista que ainda permeia o país.
Ademais, o aumento da taxa de desemprego, a fiscalização ineficiente e a baixa escolaridade e capacitação são fatores que juntos têm potencializado a persistência da problemática. Na medida em que contraria a teoria contratualista do filósofo moderno Thomas Hobbes, na qual, afirma que o Estado deve garantir paz e ordem. No entanto, observa-se no Brasil uma transgressão dessa linha de pensamento.
Em segundo lugar, é válido ressaltar que ás consequências dessa prática são nefastas. Em alguns casos, irreversíveis. Tais quais, violência, traumas físicos e psicológicos. Somado a isso, há à redução da arrecadação de impostos, visto que o trabalho escravo não gera salários. Assim, uma consequência prejudicial ao desenvolvimento do país.
Diante disso, cabe ao Congresso Nacional promover mais investimentos nas escolas-mediante uma alteração na lei de diretrizes orçamentárias-as quais realizarão palestras e debates com os alunos. Ministradas por profissionais da área do direito trabalhista a fim de apresentar aos estudantes a importância da aplicabilidade dos direitos e legislações trabalhistas para o desenvolvimento econômico e social do país, de modo a ressaltar o quanto ela é necessária para se alcançar a paz e ordem do Estado. Além disso, cabe ao Ministério da Justiça fiscalizar os crimes e incentivar denúncias. Para que assim, estatisticas como as de 2015 sejam menos frequentes.