Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI

Enviada em 28/08/2019

“Feliz é a araponga errante/Que é livre, que livre voa/Para as bandas do seu ninho”.No fragmento da poesia romântica de Castro Alves, já retratava um problema que persiste até os dias atuais: a escravidão.Dentro desse contexto, a escassez de políticas públicas contribui para o aumento dessa desigualdade social.Diante disso, para mudar essa desordem social, faz-se necessário uma parceria mais efetiva entre Governo, Polícia Federal e Mídias.

Indubitavelmente, países em ascensão economicamente emergentes, como a China, Rússia, Índia e o Brasil, ainda praticam uma espécie de escravidão considerada moderna. Prova disso, são os grandes polos industriais contidos nesses países, que exigem muitas horas de trabalho árduo e mão de obra barata, como acontece, principalmente, na China. Por certo, de acordo com o filósofo Karl Marx, que vivenciou o processo de industrialização acelerado–O medo cala a boca dos inocentes e faz prevalecer a verdade dos culpados–Assim, por falhas nas políticas públicas, essas camadas da população pobre, trabalhando em indústrias, se sentem oprimidas a denunciar seus empregadores, quando estão submetidas em regime de exploração, por medo do desemprego.

Ainda nesse contexto, no Brasil, o trabalho similar ao escravo se concentra, principalmente, em indústrias madeireiras, carvoeiras e de mineração, na construção civil e nas lavouras de cana, algodão e soja, de acordo com dados divulgados pela ONU.Entretanto, apesar de garantida pela constituição de 1988, a integridade física e psicológica do trabalhador, o Estado se torna falho no controle dessa desordem social.Em virtude disso, cabe ao governo atuar com efetividade, e, combater empresários praticantes desse tipo de crime.

Por tudo isso, no Brasil, é necessário a atuação mais efetiva do Governo, com apoio da Polícia Federal na fiscalização de grandes indústrias, e, em foco, nas empresas que utilizam de mão de obra servil na mineração, em madeireiras e coleta de produtos agrícolas. Assim como, efetuar a  lei na forma de punições e aplicações de multas, suspensão dos bens, ou mesmo, com prisão de grandes empresários que se beneficiam da exploração trabalhista. Ademais, o Estado precisa atuar por meio das mídias com campanhas educacionais sobre a importância da denúncia de formas de trabalho escravo e de se combater esse tipo de barbárie,  a fins de transformar a sociedade em um agente ativo na luta contra esse tipo de crime social.Dessa forma, a população carente poderá se beneficiar de conviver e trabalhar em um ambiente digno, com respeito e sem desigualdade social.