Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI
Enviada em 03/10/2019
Ao olhar para o passado do Brasil, nota-se, que historicamente ele teve um desenvolvimento obscuro, pautado principalmente na desigualdade, presente de várias formas, no entanto a escravidão e a concentração fundiária foram os principais expoentes. Ademais, mesmo a abolição do trabalho forçado em 1888, essa prática continua viva nos dias de hoje e, os principais desafios no seu combate são, a questão da extrema pobreza, e também a falta de integração nacional. Diante disso, medidas devem ser tomadas com objetivo de mudar essa realidade.
Primeiramente, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) - o número de pessoas na faixa da extrema pobreza chegou a 7,4% da população em 2017. Logo, pode-se dizer que esse problema está diretamente ligado com a questão da escravidão, pois indivíduos que vivem nessa situação tornam-se mais vulneráveis a esse tipo de exploração, tanto na cidade quanto no campo, simplesmente por necessidade ou falta de opção. Desse modo, percebe-se que não há combate efetivo a exploração da mão de obra, sem que haja também uma forte peleja contra a pobreza.
Além disso, a falta de integração sem foi um problema recorrente no Brasil, principalmente pelo fato de ser um país de proporções continentais. Por conseguinte, ocorre o surgimento de áreas muito isoladas, onde dificilmente os órgãos governamentais têm atuação, ou seja, as pessoa estão sem acesso a direitos básicos, com a educação. Como resultado nota-se segundo a Pastoral da Terra, que grande parte das pessoas que vivem em condições de escravidão são analfabetas, de tal forma que, indivíduos sem educação adequada dificilmente terão a capacidade de reconhecer seus direitos de cidadão e trabalhador. E ainda, por outro lado a falta de integração prejudica a fiscalização, por conta de questões geográficas, de modo a favorecer o continuidade do problema.
É necessário, portanto, que haja um combate mais efetivo á permanência da escravidão. Então, cabe ao Ministério de Economia atuar na peleja contra a extrema pobreza, por meio da ampliação de auxílios, como o Bolsa Família, em caráter emergencial, e ainda, intensificar investimentos em educação, pois, de acordo, com o IBGE - a falta desse direito favorece a perpetuação da pobreza. Além de, o Ministério do Desenvolvimento promover mais integração, por intermédio de investimentos em infraestrutura de transporte, comunicação e deslocamento, como estradas, ferrovias, sinal telefônico, de modo a garantir a atuação do Estado e das leis nas várias partes da nação, de forma a efetivar o comprimento dos direitos a todos brasileiros.