Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI
Enviada em 15/10/2019
Para o filósofo francês Jean Paul Sartre, “O homem é condenado a ser livre”. A conhecida frase permite uma reflexão acerca da importância de se combater o trabalho escravo no Brasil, apesar dos desafios para se alcançar tal fim. Esse cenário de dificuldade é fruto da baixa escolaridade de algumas populações, bem como da falta de fiscalização. Diante disso torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim de lutar contra a problemática.
Precipuamente, é fulcral pontuar que o baixo nível de escolaridade de muitas populações carentes, impede que elas busquem trabalho de qualidade, o que representa um desafio. Segundo Paulo Freire, sem a educação a sociedade não muda, entretanto, isso não é levado em conta. Devido à falta de qualificação, os indivíduos se sujeitam a trabalhos mal remunerados e de cargas horárias excessivas. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa realidade.
Ademais, é imperativo ressaltar a falta de fiscalização, como outra barreira perante o combate ao trabalho escravo. De acordo com Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população. Partindo desse pressuposto, a não disponibilidade de agentes que possam fiscalizar empresas, assim como a não averiguação de casos de corrupção envolvendo fiscais, contraria o ideal de Hobbes. Logo é preciso reverter esse efeito, já que ele impede a erradicação da problemática.
Em suma, fazem-se necessárias ações para luta direta contra o trabalho escravizador. Para que isso ocorra, o Ministério da Educação, por meio de verbas federais, com objetivo de qualificar a mão de obra carente, garantindo assim combate ao trabalho exploratório. Além disso, o Ministério do Trabalho, deve intensificar a fiscalização em empresas, por intermédio do incremento de efetivo, a fim de aumentar a repressão contra os casos de trabalho análogo a escravidão e consequentemente, também lutar contra esse mal que assola a sociedade brasileira.