Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI
Enviada em 15/10/2019
O período colonial brasileiro é conhecido pelos livros didáticos de história, como a época da escravidão de índios, africanos, mulheres e crianças. Desse modo, foi necessário a provação da lei Áurea em 1888, para assegurar a liberdade dos oprimidos. Porém, não resolveu o problema da exploração de mão de obra das classes sociais menos favorecidas, pois a persistência da exploração de mão de obra dos imigrantes e as classes sociais de baixa renda ainda se mantém no país.
Em primeiro lugar, a Consolidação das Leis Trabalhistas aprovada por Getúlio Vargas, zela pelos direitos, deveres, saúde mental e física dos trabalhadores, nem assim coíbe a prática de muitos fazendeiros que, ainda continua a escravizar imigrantes, haitianos e venezuelanos. Além disso as dificuldades com a língua falada e escrita, como também a necessidade por sobrevivência levam muitos refugiados a trabalhar por salários baixos, dormem em barracos construídos de lonas, sem sanitários e água potável. Desse modo, fica claro que a perpetuação da exploração é fortalecida pelas barreiras impostas pela comunicação não compreender a fala e a grafia local levam muitos refugiados a se submeter a escravidão.
Por outro lado, a maioria das empresas exige nível superior e idioma estrangeiro para contratar servidores, pois a grande maioria da população pobre é desprovida de recursos financeiros para custear capacitação profissional. Dessa forma, percebe que a pobreza e a baixa escolaridade sujeita muitas pessoas a situações de escravização, a exemplo as empregadas domésticas que realiza a limpeza da casa e cuida dos filhos do patrão por salários baixos e sem direitos trabalhistas.
Portanto, cabe ao Ministério da Educação ofertar vagas gratuitas de qualificação profissional para pessoas de baixas renda e língua portuguesa para imigrantes pelo Sistema S de Ensino. Bem como ofertar capacitação para os professores sobre as formas de combate a escravização e direitos trabalhistas, assim os educador ao perceber que algum aluno tem seus direitos lesados pode realizar denúncia de crimes escravocrata.