Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI
Enviada em 22/10/2019
O processo de escravidão no Brasil teve início no século XVI, pouco tempo após a chegada oficial dos portugueses ao recém descoberto continente. Onde, mesmo após tanto tempo, tal problema ainda se perdura até hoje, mesmo após a assinatura da Lei Aurea de 1888. Nesse sentido, é necessário analisarmos fatos que comprovam a existência de tal processo atualmente e possíveis medidas relacionadas à problemática.
De início, o processo de escravidão nunca foi resolvido de maneira concreta, e vem se arrastando ao longo da história de maneira análoga ao do período da colonização portuguesa. Dessa maneira, segundo reportagem publicada pelo site de notícias O Globo, em 2018, fiscais de inspeção do trabalho do governo federal identificaram 1,7 mil casos de trabalho escravo no Brasil. Desse modo, é inadmissível que em pleno século XXI tal processo ainda continue acorrendo.
Ademais, cada vez mais notícias aparecem relacionadas a problemática evidenciam o fato. Segundo o Ministério da Economia, 187 empregadores tenham submetido trabalhadores a condições semelhantes a de trabalho escravo, chegando a um total de 2375 trabalhadores submetidos a tal situação entre 2017 e 2019. Por isso, é vergonhoso saber que um país oficialmente democrático ainda permita acontecer tal situação com seu povo.
Portanto, fica evidente que práticas semelhantes a escravidão ainda se mantem em nossa nação, mesmo que em escala muito menor em relação ao século XVI. Assim, o Estado, deve ampliar a fiscalização e punição a pessoas que propiciem o problema, por meio de leis mais rígidas, com a ajuda de órgãos fiscalizadores e da população por meio de denúncias. Espera-se com isso, que esse quadro vergonhoso possa ser eliminado de vez da atualidade, e dessa forma o teórico tonse-se prático e concreto.