Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI

Enviada em 18/05/2020

Na música “O Tempo Não Para”, escrita pelo cantor Cazuza, tem-se inclusa a frase: “Eu vejo um museu de grandes novidades”. Demonstrando, dessa forma, que ações passadas tendem a se repetir nos dias atuais. Analogamente, em pleno século XXI, o combate ao trabalho escravo ainda se mostra um desafio. A falta de fiscalização aliada a baixa escolaridade auxiliam na perpetuação deste problema, sendo necessárias, portanto, medidas para devida resolução.

Em primeiro lugar, a carência de uma fiscalização efetiva a respeito do trabalho servil demonstra ser um problema. A exemplo disso, uma matéria publicada pelo site “Uol.com”, através de dados, comprova que mais de duzentas mil pessoas, apenas no Brasil, encontram-se vivendo em um regime de escravidão. Elucidando portanto, que, a ausência de uma fiscalização efetiva no combate a escravidão contribui para a manutenção desse quadro.

Ademais, a falta de escolaridade também constitui uma causa recorrente. Em outras palavras, a carência do estudo faz com que a busca por emprego se dificulte, submento aquele que necessita do trabalho à um ofício baseado na escravidão, por consequência, há a perpetuação de tais casos de abuso. Diante disso, torna-se evidente que a falta escolaridade constitui, claramente, um problema no combate à servidão.

Por conseguinte, medidas para devida erradicação de tais empecilhos devem ser tomadas. Primeiramente, o governo federal, aliado às polícias Federal e civil, deve intensificar o patrulhamento e a investigação em casos suspeitos de exploração, dando voz de prisão àquele que detém de mão de obra escrava, para que, dessa forma, situações precárias de trabalho deixem de existir. Junto à isso, o governo federal, através do Ministério da Educação, deve criar programas, como o EJA (Educação para Jovens e Adultos), que visem a alfabetização daqueles que não tiveram a oportunidade de concluírem seus estudos e, assim, garantir uma melhor oportunidade no mercado de trabalho.