Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI

Enviada em 22/05/2020

Na música “O Tempo Não Para”, escrita pelo cantor Cazuza, tem-se inclusa a frase: “Eu vejo um museu de grandes novidades”, Demonstrando, dessa forma, que ações passadas tendem a se repetir nos dias atuais. Analogamente, em pleno século XXI, o combate ao trabalho escravo ainda se mostra um desafio, A falta de fiscalização aliada à baixa escolaridade auxiliam na perpetuação deste problema, sendo necessárias, portanto, medidas para devida resolução.

Em primeiro lugar, a carência de uma fiscalização efetiva a respeito do trabalho servil demonstra ser um problema. A exemplo disso, uma matéria publicada pelo site Uol.com ,através de dados, comprova que mais de duzentas mil pessoas, apenas no Brasil, encontram-se vivendo em um regime de escravidão. Elucidando, portanto, que, a ausência de uma fiscalização efetiva, principalmente em um país em que desde o século XIX, por lei, a escravidão foi abolida, contribuem para que a manutenção desse quadro ilegal de exploração se perpetue.

Ademais, a falta de escolaridade também constitui uma causa recorrente. Em outras palavras, a carência do estudo faz com que a busca por emprego se dificulte, submetendo aquele que necessita do trabalho a um acordo que se baseia na escravidão, por simples falta de oportunidade e, por consequência, há a perduração de tais casos de abuso. Diante disso, torna-se evidente que a falta de escolaridade também constitui, claramente, um empecilho no combate à servidão.

Por conseguinte, medidas para devida erradicação de tais questões devem ser tomadas. Primeiramente, as polícias Federal e civil devem intensificar o patrulhamento e a investigação em casos suspeitos de exploração, dando voz de prisão àquele que detém da mão de obra escrava, para que, dessa forma, situações precárias de trabalho deixem de existir. Junto a isso, o governo federal, através do Ministério da Educação, deve criar programas, como o EJA ( Educação para Jovens e Adultos), que visem a alfabetização daqueles que não tiveram a oportunidade de concluírem seus estudos e, assim, garantir a eles uma melhor oportunidade no mercado de trabalho. Com efeito, se aplicadas tais medidas, no futuro obras como as canções de Cazuza irão se tornar apenas patrimônio cultural e não mais representem a realidade.