Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI
Enviada em 22/05/2020
Na música “O Tempo Não Para”, escrita pelo cantor Cazuza, tem-se inclusa a frase: “Eu vejo um museu de grandes novidades”. Demonstrando, dessa forma, que ações passadas tendem a se repetir nos dias atuais. Analogamente, em pleno século XXI, o combate ao trabalho escravo ainda se mostra um desafio. A falta de fiscalização aliada à baixa escolaridade auxiliam na perpetuação deste problema, sendo necessárias, portanto, medidas para devida resolução.
Em primeiro lugar, a carência de uma fiscalização efetiva a respeito do trabalho servil demonstra ser um problema. A exemplo disso, uma matéria publicada pelo site Uol.com, por meio de dados, comprova que mais de duzentas mil pessoas, apenas no Brasil, encontram-se vivendo em um regime de escravidão. Elucidando, portanto, que a ausência de uma fiscalização ativa, principalmente em um país em que desde o século XIX, por lei, a escravidão foi abolida, contribuem para que a manutenção desse quadro ilegal de exploração se perpetue.
Ademais, a falta de escolaridade também constitui uma causa recorrente. Em outras palavras, a carência do estudo faz com que a busca por emprego se dificulte, principalmente em países com o Brasil, em que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, cerca sete por cento da população se encontra analfabeta. Por consequência, aquele que necessita de um emprego acaba se submetendo a um acordo baseado na exploração. Assim sendo, torna-se evidente que a falta de estudo, claramente, constitui um empecilho no combate à servidão.
Por conseguinte, medidas para devida erradicação de tais questões devem ser tomadas. Primeiramente, as polícias Federal e civil devem investigar casos suspeitos de exploração, dando voz de prisão àquele que detém da mão de obra escrava, para que, dessa forma, situações precárias de trabalho deixem de existir. Junto a isso, o Ministério da Educação deve criar programas, como o EJA ( Educação Para Jovens e Adultos), que visem à alfabetização daqueles que não tiveram a oportunidade de concluírem seus estudos e, assim, garantir a eles uma melhor oportunidade no mercado de trabalho. Com efeito, se aplicadas tais medidas, canções, como as do Cazuza, tornarão-se apenas patrimônio cultural e não mais representarão a realidade.