Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI
Enviada em 14/07/2020
No período colonial, a escravidão esteve presente em grande massa no território brasileiro, em que milhões de africanos eram trazidos ao país, sendo usados como mão de obra. A lei Áurea, em 1888, aboliu a escravidão do Brasil, porém, nos dias atuais, ainda há a ocorrência de situações análogas ao trabalho escravo no país. Dentre as razões para tal fato, destaca-se, principalmente, a normalização de condições similares à escravidão, além dos problemas relacionados à qualidade de vida.
A princípio, deve-se levar em consideração que, em geral, a população brasileira desconhece que ainda há a existência de trabalhos em condições análogas ao trabalho escravo. Nesse sentido, a falta de informações acerca dessa problemática gera, consequentemente, a naturalização de situações de trabalho totalmente precárias, vistas no meio urbano em indústrias têxteis, por exemplo. Nessa lógica, de acordo com o site Repórter Brasil, marcas como Renner e Marisa foram flagradas em situações de exploração dos trabalhadores, evidenciando que o trabalho escravo ainda está presente na contemporaneidade de forma normalizada.
Ademais, destaca-se também que toda a realidade do trabalho análogo à escravidão na atualidade está diretamente relacionada a péssimas condições de vida. Desse modo, pela falta de atuação do Estado na diminuição das desigualdades sociais, pessoas de classes mais baixas acabam sujeitando-se a situações de exploração. Nesse contexto, segundo dados da Subsecretaria de Inspeção do Trabalho, mais de mil pessoas foram resgatadas de situações análogas à escravidão no ano de 2019.
Logo, a fim de combater o trabalho escravo no Brasil, o Governo Federal deve, em parceria com a mídia, informar a população sobre a persistência da exploração do trabalho no país. Tal medida pode ser executada por meio de campanhas nos veículos de comunicação. Além disso, devem ser realizadas fiscalizações, tanto no meio urbano quanto no rural. Assim, espera-se que casos de escravidão semelhantes aos do período colonial não estejam mais presentes na atualidade.