Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI
Enviada em 14/07/2020
A escravidão foi abolida no Brasil em 1888, e mesmo 132 anos depois esse ato se repete. O Brasil que teve 3 séculos de escravatura ainda nos dias atuais registram casos alarmantes. Em 2019 foram resgatados mais de mil pessoas do trabalho escravo. Com isso, é claro a necessidade de aumentarmos a vigilância tanto na área urbana quanto na rural a fim de identificar com mais facilidade casos de escravização.
Em primeiro lugar deve-se destacar que a maior parte dos casos de escravidão registrados acontecem em áreas rurais. Dentre os trabalhos que mais se registram resgates de escravos, a produção de carvão vegetal e cultivo de café se destacam. Dessa forma é necessário que haja uma fiscalização mais apuradas em órgãos e fazendas que prestam esses tipos de trabalho.
Além disso, povos indígenas e trabalhadores migrantes são os grupos mais vulneráveis a serem sujeitos a servidão. Devido a ausência de políticas públicas adequadas, a exploração de migrantes no Brasil afeta milhares de pessoas. Em 2013 foram realizadas duas operações que resultaram no resgate de 121 migrantes em situações de servidão no Brasil. Isso mostra a falta de apoio do governo a migrantes e a consequência muitas vezes de uma migração ilegal.
Dessa forma, é dever do poder legislativo garantir leis mais eficazes ao combate a escravidão quanto do poder executivo de exercer operações de resgate e vigilância a trabalhos com grandes índices de trabalho servil. A partir dessas ações, espera-se extinguir praticas de escravização que após vários anos de abolição ainda continuam existindo.