Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI

Enviada em 24/07/2020

Ao longo de toda história brasileira, diversos entraves foram encontrados na tentativa do desenvolvimento da nação. Infelizmente, dentre eles, destacam-se, devido a sua recorrência na conjuntura hodierna, o combate do trabalho escravo no século XXI. A partir de uma análise desse impasse, percebe-se que ele está vinculado não só à falta de fiscalização - que promove o aumento dos casos de escravidão moderna - como também a desigualdade social.

Primordialmente, é irrefutável a ineficiência das autoridades na resolução desse problema, visto que ele persiste no contexto atual. Nessa conjuntura, segundo o pensador Thomas Hobbes, “o estado é responsável por garantir o bem-estar da população”, o que não ocorre no Brasil. É notório que o contrato social é diariamente quebrado no país, posto que a precariedade e irregularidade das fiscalizações impedem, ainda mais, o combate desse infortúnio que faz centenas de vítimas todos os anos.

Em decorrência disso, observa-se a desigualdade social como promotor do problema. Constata-se que, segundo uma pesquisa do Ministério do Trabalho, entre 1995 e 2005, foram libertados, em média, 41.000 trabalhadores que estavam em situação análoga à escravidão no Brasil. Partindo desse pressuposto, os índices apontam que grande parte da população sujeitam-se a atividades mal remuneradas e com cargas horárias excessivas, por não conseguirem um trabalho de qualidade para que possam sustentar suas famílias.

Torna-se evidente, portanto, que o caminho para o combate do trabalho escravo no século XXI é árduo, nota-se que medidas sejam implementadas para solucionar essa problemática. Sendo assim, cabe a mídia, por meio de propagandas, promover campanhas que incentivem a denúncia de trabalho escravo e irregularidades fiscais, com o objetivo de extinguir essa prática. Já o Ministério do Trabalho, em parceria com grandes empresas, deveriam ofertar cursos gratuitos para qualificação da mão-de-obra em regiões carentes, com o fito de que todos possam ter, finalmente, iguais condições de conseguirem um trabalho de qualidade e terem boas condições de vida.