Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI
Enviada em 15/08/2020
Desde a colonização, negros são forçados a abdicar de sua liberdade, mesmo com a abolição da escravatura em 1888 esse percalço ainda persiste. Logo, é evidente que há grandes desafios para se combater o trabalho escravo. Embora, talvez se manifeste de maneiras diferentes, ainda assim se enxerga com clareza esses reflexos mesmo que ocultados pela sociedade. Consequências causadas pela construção histórica e a desigualdade social.
Em primeira análise cabe salientar que o encargo histórico infelizmente se tornou um dos propulsores para o trabalho escravo. Desse modo, segundo Jean Rousseau, o homem nasce livre e por toda parte encontra-se acorrentado, não só na desvalorização, mas também com a herança da escravidão, escravos que faziam afazeres domésticos, mesmo ao fim da abolição, por falta de opção continuavam a se submeter a condições análogas à escravidão.
Além disso, a Organização Internacional do Trabalho julga como trabalho escravo qualquer trabalho com horários exaustivos, condições degradantes que se expõem riscos a saúde mental e física, em troca de comida e abrigo e humilhações por mínimos detalhes como ato ilegal. Sendo assim, com o baixo nível de escolaridade dessa população negra e carente faz-se com que os trabalhadores dessa realidade econômica não consigam trabalhos de qualidade. Ademais, de acordo com o IBGE, a taxa de desemprego aumentou gradativamente nos últimos anos, por consequência, essas pessoas se submetem a trabalhos com cargas horárias exaustivas para o sustento familiar, assim como as crianças que vivem nesses lares e são exploradas e privadas da educação.
Destarte, são necessárias medidas que extinguam o trabalho escravo do seculo 21. Portanto, de acordo com o educador Paulo Freire, a educação é o fator principal que muda a sociedade, com a finalidade da uma melhor fiscalização e irregularidades fiscais, cabe à mídia como órgão responsável pela disseminação de informações, juntamente com o Ministério da Cidadania, por meio de publicidades incentivarem a população com campanhas educativas a importância de denunciar todo e qualquer tipo de trabalho que fere de forma física ou moral o trabalhador. Além disso, o Ministério do Trabalho e Emprego em parcerias com empresas, devem proporcionar cursos de qualificação profissional e aulas de alfabetização gratuita para pessoas carente possam ter melhores oportunidades, fazendo assim diminuir a exploração.