Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI

Enviada em 30/09/2020

Suas jornadas laborais excediam 12 horas. Seus salários eram ínfimos se comparados à exaustão a que eram expostos. Eram frequentemente submetidos a danos físicos. A narrativa refere-se à exaustão da classe operária em seus trabalhos nas indústrias durante a Primeira Revolução Industrial, a qual permite analogia à escravidão. Deliberemos, por conseguinte, em relação a o que é escravidão, como ocorre e os desafios para seu combate no século XXI.

Primeiramente, é relevante ao leitor a ciência do conceito de escravidão: é toda forma de mão de obra que encontra-se em risco a danos físicos ou mentais, assim como em jornadas cansativas e exploradoras de seus limites. Há, outrossim, quando esta encontra-se privada de liberdade por razões de dívidas ou quaisquer outras. Há, inclusive, quando não há o recebimento do pagamento por seus serviços prestados. Percebe-se, portanto, a razão pela qual concluiu-se, anteriormente, que a população laboral da Revolução Industrial encontrava-se em trabalho escravo. Paralelamente às mazelas do passado, analisemos, consequentemente, tal questão no mundo contemporâneo.

Em segundo plano, é coerente entender que os grupos mais afetados desta prática são os imigrantes ilegais, pelo desfavorecimento da proteção do Estado, facilitando o abuso em seus trabalhos, e as crianças economicamente carentes, as quais têm suas proibições de trabalhar, ratificadas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, violadas. Desse modo, é perceptível que os desafios ao combate ao trabalho escravo ampliam-se quando há a falta de vigilância estatal a essas e demais vítimas. Conjuntamente, a falta de denúncia populacional favorece a continuidade desse conflito.

Em virtude dos fatos mencionados, conclui-se a necessariedade da Secretaria da Cultura do Brasil, a qual possui responsabilidade de promover a cidadania através da propagação da cultura, de fomentar, através de meios midiáticos, como propagandas televisivas ou de internet, a cultura antiescravista na população, através de apresentações de abusos reais vivenciados nos trabalhos brasileiros e a importância de denunciar tais atos. A ação sugerida tem finalidade de ampliar a fiscalização nos serviços através da própria população brasileira, reduzindo consideravelmente a propagação do trabalho escravo no século XXI, e nunca mais submeter um cidadão ao trabalho desumano, como ocorrido no século XVIII.