Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI

Enviada em 13/02/2021

O filme “12 Anos de Escravidão”, de 2013 conta a história de Solomon Northuo, é um negro livre que vive em paz com sua esposa e filhos. Um dia, após aceitar um trabalho que o leva a outra cidade, ele é sequestrado e acorrentado. Vendido como se fosse escravo, Solomon precisa superar humilhações físicas e emocionais para sobreviver. No Brasil apesar da abolição da escravidão ter ocorrido em 1888, há fatores a serem observados como a vulnerabilidade socioeconômica e a falta de programas que reintroduzem os resgatados no mercado de trabalho.

Primeiramente, é necessário discorrer acerca da vulnerabilidade socioeconômica. As vitimas do trabalho escravo são pessoas com uma educação de baixa qualidade, analfabetos, e sem conhecimentos dos seus direitos. É a consequência de vários governos brasileiros cheios de corrupção na política, muitas dessas pessoas, não tem sequer escolas próximas as suas casas, de baixa renda, e desempregadas elas precisam buscarem soluções para sobreviverem, e acabam aceitando qualquer trabalho, as vezes em locais isolados, no qual ficam proibidas de saírem e reclamarem, dificultando as equipes de resgates localizarem as mesmas.

Ademais, ainda existe a falta de programas que reintroduzem os resgatados no mercado de trabalho. A falta de uma atuação do Estado, para inseri essas pessoas no mercado de trabalho, ainda é insuficiente, não existe programas para dar assistência a elas, são analfabetas, e sem carteira de trabalho assinadas, não tem qualificação profissional. Em uma sociedade como a do Brasil, em que cada vez exige mais conhecimento e qualificação para conseguir um emprego, essas pessoas acabam ficando perdidas e sem opções de trabalhos. Segundo a reportagem feita pelo site Aredação, foi encontrado Cláudio (nome fictício) trabalhando em situação de escravidão em uma fazenda em Anicuns, município a 74 quilômetros de Goiânia. Cláudio, um ano depois do regaste, ainda não tem carteira assinada. Analfabeto, diz ter estudado até a segunda série.

Portanto, medidas exequíveis são necessárias, para combater o trabalho escravo no Brasil. Cabem aos Ministérios da Economia, da Justiça e da Cidadania, em parceria com Governo Estadual, criar um projeto por meio de verbas do governo federal, no qual seriam construídos unidades de apoios com psicólogos e professores qualificados, em que seriam alfabetizados com a grade curricular do ensino fundamental ao ensino médio e com cursos técnicos, estagiando em empresas com carteiras assinadas, no qual essas empresas já empregariam essas pessoas ao termino dos estudos e dos estágios.