Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI
Enviada em 13/02/2021
O trabalho escravo sempre foi um negócio muito lucrativo, no Brasil, por exemplo, desde que foi colonizado por Portugal, o país passou a escravizar os índigenas e posteriormente os africanos. Esse tipo de “trabalho” perdurou por anos e possui resquecíos até hoje. Afim de combater o trabalho escravo no século XIX, é preciso investir em fiscalização.
Primeiramente, para compreender esse fenômeno, é necessário entender que a sociedade capitalista busca lucrar o máximo possível em todas as situações e o trabalho escravo é uma opção econômica do ponto de vista do patrão. Pois, ele não precisa pagar um bom salário, nem impostos ao governo e muito menos direitos aos funcionários, apenas o submete em situação precária, desumana, vexatória e com ameaça de violência.
Em contrapartida, o combate ao trabalho escravo encontra algumas barreiras, por exemplo, geralmente, acontecem em áreas rurais de difícil acesso e percepção por parte dos vizinhos. Além disso, muitas vezes, as vítimas são imigrantes ilegais que não possuem registros no país dificultando a busca e a localização. Soma-se a esses fatores a fiscalização precária, de acordo com a Revista Ambito Jurídico (2016), no Pará, de 4.556 denúncias recebidas apenas 1.774 pessoas foram efetivamente resgatadas, evidenciando as limitações da fiscalização.
Portanto, para minimizar esse problema, é imprescíndivel que o governo federal invista em maior fiscalização, por meio de políticas públicas efetivas que busquem identificar, localizar e salvaguardar as pessoas em situação de escravidão, construindo um mundo melhor e mais digno.