Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI

Enviada em 02/03/2021

Desordem e regresso

Desde o Brasil Colonial, a escravidão esteve presente e sendo usada como um tipo de mão de obra oportunista. Apesar das leis absolutistas e a favor dos trabalhadores, tal fato continua acontecendo e ferindo a dignidade de muitas pessoas. A dificuldade do combate do trabalho forçado e a exaustão são resultados da falta de fiscalização, pressões piscicológicas, baixa ecolaridade, entre outros problemas que devem ser abolidos, uma vez que a sociedade contemporânea deve prezar os direitos trabalhistas  e humanos de cada pessoa.

A priori, de acordo com o IBGE, no Brasil, a taxa de desemprego em 2020 foi de 14,1%, ou seja, aproximadamente 34 milhões de pessoas estavam sem trabalho ou realizando informalidades. Esse índice é resultado da baixa escolaridade de muitos brasileiros e pode causar o desespero pscicológico de muitos trabalhadores que buscam alguma fonte de renda para suas famílias, e consecutivamente, acabam se colocando em situações críticas, como a escravidão, sem mesmo saber.

Ademais, a dificuldade do combate à escravidão, também se da pela falta de fiscalização dos órgãos maiores sobre as empresas, indústrias e lojas, uma vez que o corte orçamentário contra o trabalho escravo, foi realizado em 2018 no Brasil, tendo mais de 319 mil reais a menos destinados a isso. O mundo dos empregos volta à barbarie sem examinação, posto que as leis contra a exaustão das jornadas trabalhistas, serviço forçado, servidão por dívida, entre outros, foram criadas por um motivo: humanidade. Como dizia o cantor Renato Russo: “A humanidade é desumana, mas ainda temos chances”, os olhares para a resolução desse problema, devem ser cada vez mais atentos para que a miséria não se plorifere no novo século.

Em suma, para que os desafios do combate contra à escravidão tenham um fim, o Governo, a priori, deverá cortar o mal pela raiz e melhorar a infraestrutura escolar, uma vez que com educação, os profissionais ficarão cada vez mais especializados e conseguirão acompanhar o novo mundo dos empregos dentro do fenômeno da globalização acelerada. Além disso, deverão ser criadas campanhas de conscientização - para informar os cidadãos de seus direitos trabalhistas e concientiza-los a nunca aceitarem migalhas em seus locais de trabalho - em lugares de grande movimentação, como escolas, hospitais, universidades, entre outros. Portanto, o convívio social ficará cada vez mais humanizado, harmonizado, justo e digno, posto que o trabalho forçado e a exaustão durante as jornadas de trabalho não serão mais um problema.