Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI

Enviada em 27/02/2021

A escravidão sempre esteve presente na história do mundo, sendo a principal mão-de-obra do período colonial no Brasil. Por vezes, grupos abolicionistas tentaram resistir contra os maus-tratos desumanos que ela trazia consigo. Contudo, mesmo com a assinatura de leis contra essa servidão, as péssimas condições de trabalho continuam perpetuando até hoje em nossa sociedade. Essa exploração provém, na maioria das vezes, da indústria da moda que utiliza do trabalho escravo para a criação de seus produtos, e ainda da insuficiência de fiscalização dessa desumanidade.

Uma pesquisa realizada pelo The Global Slavery Index, da fundação Walk Free, apontou que a moda é o segundo setor que mais explora o trabalho escravo no mundo. De acordo com o relatório, existem no mundo mais de 40 milhões de pessoas colocadas nessa situação, sendo 71% mulheres. O combate à escravidão na atualidade dificulta-se visto que a maior parte da população desconhece essa problemática e, como consequência, não denuncia esses maus-tratos. Além disso, outro obstáculo se situa por fiscais que são pagos a ficarem em silêncio por donos de grandes empresas, não interferindo na perpetuação dessa exploração.

O mercado de moda representa cerca de 2% do PIB mundial, movimentando a economia de diversos países do mundo. Em virtude disso, a busca por fazer mais e mais barato, faz com que empresas desse ramo encontrem formas alternativas para guiar suas produções. Formas essas que ignoram leis ou sistemas regulatórios. Reportagens e documentários, como o “The True Cost”, abordam sobre as condições degradantes e as jornadas excessivas a qual os trabalhadores de diversas empresas são submetidos, principalmente nas redes de fast fashion. Na maioria dos casos, o trabalhador é submetido a condições de trabalho sem a possibilidade de deixar o local e a esforços físicos ou sobrecargas de trabalho e que colocam em risco a sua saúde física e psicológica.

Portanto, deve-se haver medidas para que as leis e os direitos trabalhistas sejam seguidas e respeitadas, começando pela educação da população sobre o assunto, o qual ainda é desconhecido. O Governo Federal deve por meio da mídia, utilizada como meios de transimissão, trazer a pauta da escravidão no dias atuais. Através de propagandas ou em parceria com outros serviços ‘streaming’, faz-se necessária a abordagem desse tema afim de conscientizar o telespectador sobre o assunto apresentando também o número de denúncia para trabalho escravo. Dessa maneira, o combate ao trabalho escravo será efetivo que minimizará.