Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI
Enviada em 01/03/2021
O trabalho escravo foi abolido no Brasil em 1888, por meio da Lei Áurea, porém, muitas pessoas prosseguiram em trabalhos com condições análogas a escravidão, por falta de melhores oportunidades. Após a criação de leis trabalhistas, grande parte da população ainda se encontra em trabalhos sem condições dignas, consequência da grande desigualdade social, tornando o trabalho escravo uma problemática atual e urgente.
A ideia de condicionar pessoas a condições análogas à escravidão é diretamente ligada à intenção de conseguir lucrar ao máximo, algo completamente influenciado pelo sistema econômico capitalista, que se mantém pelo lucro e exploração. O termo “mais-valia”, da teoria de Karl Marx, se dá pela diferença entre o salário pago e o valor produzido pelo trabalho, ou seja, o trabalhador recebe menos do que produziu, gerando lucro para quem o contrata. O fato de existir diversas influencias que condicionam a almejar o lucro em proporções cada vez maiores, faz com que pessoas explorem outras cada vez mais, a ponto de chegar às condições de trabalho escravo ou análogos a escravidão.
De acordo com Paulo Freire, a educação é um fator que muda a sociedade. A inacessibilidade à educação e a educação de qualidade também é um fator que muda, porém negativamente, sendo contribuinte para o trabalho escravo. O baixo nível de escolaridade impede grande parte da população de ingressar em um trabalho de qualidade, levando a maioria a se sujeitar em trabalhos com má remuneração e condições desumanas, dificultando também a ascensão de classe e mudanças na qualidade de vida.
É evidente que medidas precisam ser tomadas para melhorar o combate ao trabalho escravo. Cabe ao Ministério da Educação criar cursos gratuitos, afim de tornar o conhecimento e a educação mais acessível, aumentando as oportunidades de empregos de qualidades a sociedade. Cabe também a Organização Internacional do Trabalho exigir melhores fiscalizações e por meio da mídia, divulgar informações sobre como e onde denúncias podem ser feitas, para que, os casos já existentes sejam resolvidos.