Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI
Enviada em 02/03/2021
Apesar da Lei Auréa ter banido legalmente o trabalho escravo no Brasil em 1888, ainda é encontrado em várias partes do país trabalhos análogos à escravidão nesse século. Muito além do que é concebido pelo imaginário da população, o trabalho escravo moderno é uma condição que fere a dignidade humana e impede o trabalhador de se locomover livremente, ocorrendo frequentemente em diversos locais de trabalho. Entretanto, muitas vezes as próprias vítimas não sabem a gravidade da situação, fazendo que situações como essas esteja longe de acabar.
Segundo o Índice Global de Escravidão publicado pela Fundação Walk Free, mais de 45,8 milhões de pessoas no mundo são atingidas pela escravidão moderna. Um número altíssimo pois os trabalhos que mais possuem pessoas nessas condições como agropecuária, construção civil e extração de minérios são ofícios que necessitam de um mão de obra de baixa escolaridade, barata e abundante. Essas características são muito comuns e por isso o trabalho escravo moderno é negligenciado pela maioria da sociedade como apenas uma situação de alta ou extrema pobreza.
Outrossim, a aclamada série “The Great Pretender” da Netlfix, mostra como acontece o tráfico de crianças para exploração sexual: regiões pobres da ásia com falta de fiscalização são alvos facéis para qualquer traficante para levar um jovem até o mercado negro por ser de uma família endividada. São casos assim que grande parte dos trabalhadores em estado de escravidão são perdidos pela vigilância regional, uma vez que eles nem conseguem chegar nessas regiões mais isoladas.
Dessarte, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) deve aumentar a fiscalização em áreas e regiões mais pobres que são maís difíceis de chegar. Ao aumentar a disponibilidade de agentes e funcionários públicos nesses locais, a população regional irá ter uma maior liberdade para atender suas necessidades e por conseguinte, impedir que o trabalho análogo à escravidão aumente dentre estas.