Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI
Enviada em 01/03/2021
A abolição da escravidão ocorrida em 1888 no Brasil e a aprovação de leis trabalhistas décadas depois, foram acontecimentos que tiveram como objetivo acabar com esse regime de trabalho, assim como situações no qual o trabalhador era submetido a casos degradantes. No entanto, mesmo após a sociedade adquirir esses direitos, ainda existem muitas ocorrências no qual pessoas são submetidas a trabalhos análogos a escravidão no país e no resto do mundo. Isto ocorre, principalmente, por uma falta de escolaridade de muitas pessoas, que se encontram nessa situação, além de uma deficiência de uma fiscalização eficiente.
Em primeiro ponto, é preciso deixar explícito que a baixa taxa de escolaridade da população, como um todo, auxilia para que tal problemática não seja combatida. Para exemplificar, esse baixo nível de escolarização de pessoas carentes impede que parte da população adquira trabalhos de boa qualidade e faz com que se submetam a empregos de padrão precário, a fim de possibilitar o seu sustento e muitas vezes o de sua família. Dessa forma, a falta de um bom investimento nas escolas e faculdades públicas acarreta em situações no qual os trabalhadores são subordinados a condições análogos a escravidão, uma vez que não se impõem a denunciar tais ações.
Além disso, a deficiência de uma fiscalização ativa se torna um desafio no combate do trabalho escravo. Para ilustrar, as irregularidades afetam na modificação deste cenário, uma vez que parte população desconhece a gravidade deste problema e acabam por não denunciar tais atos. Ademais, é recorrente no país e em diversos lugares no mundo a corrupção com relação ao policiamento nesse contexto, no qual aqueles que se encontram responsáveis se tornam negligentes, a fim de beneficiar grandes empresários. Assim, a falta da fiscalização e as instabilidades na mesma, acometem na persistência de trabalhos análogos a escravidão.
É nítido, que mesmo após anos da abolição da escravidão ainda persistem situações, no qual funcionários são submetidos a condições de trabalho inadmissíveis. Portanto, é preciso de mudanças num cenário como um todo, a fim de modificar tal quadro. Em primeiro plano, o governo deve procurar que a educação seja bem distribuída ao redor das classes sociais, assim como recebam um nível de escolarização de qualidade, a partir de investimentos de maior proporção no cenário educacional, a fim de qualificar a mão de obra da população, possibilitando que adquira um bom emprego. Além disso, as mídias sociais, meio de maior influencia, atualmente, deve promover, a partir de campanhas educacionais, a compreensão da população com relação a gravidade deste problema, buscando que denunciem tais atos e para que seja possível combater essa forma de trabalho.