Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI

Enviada em 02/03/2021

A escravidão está presente na vida de algumas pessoas desde da antiguidade, sendo assim indivíduos que são forçados a abdicar de sua liberdade. É notório que há grandes desafios para combater o trabalho escravo. Conseguimos enxergar com clareza esses reflexos mesmo que ocultados pela sociedade. Segundo Jean Rousseau o homem nasce livre e por toda parte encontra-se acorrentado mesmo com o fim da abolição, por falta de opção continuavam a se submeter a condições análogas à escravidão. Consequências causadas pela construção histórica e a desigualdade social.

A Organização Internacional do trabalho julga como trabalho escravo qualquer trabalha com horários exaustivos, condições degradantes que se expõem riscos a saúde mental e física, em troca de comida, abrigo e humilhações por mínimos detalhes como ato ilegal. A população mais carente e com baixo nível de escolaridade faz com que os trabalhadores dessa realidade econômica não consigam trabalhos de qualidade se expondo a vários problemas. Em São José dos Campos o restaurante de culinária japonesa Ydaygorô fez a contratação dos funcionários, com um serviço escasso, tirando as pessoas de suas respectivas cidades para tentar uma nova oportunidade em São José, a denúncia aponta que os jovens moravam em um porão, sem condições de moradia e higiene. Com as informações, a Polícia Civil, Ministério Público do Trabalho e a Polícia Federal estão investigando o caso, em busca de uma melhora para os jovens.

Outro caso que se encaixa em um trabalho precário e o da Madalena Gordiano, de 47 anos que viveu em Minas Gerais sob regime análogo à escravidão por 38 anos, ela era uma mulher de muita fé e em uma entrevista acabou falando que foi dessa forma que ela teve a forma para conseguir sobreviver os 38 anos em uma situação precária. Durante todo o tempo em que prestou serviços à família, Madalena sofreu abusos e abandono em uma rotina de total precariedade. A mulher acabou sendo retirada da casa após denúncias de vizinhos ao MPT (Ministério Público do Trabalho).

Em suma é preciso que medidas sejam realizadas para que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados. Segundo o educador Paulo Freire, a educação é o fator principal que muda a sociedade, com a finalidade de uma melhor fiscalização e irregularidades fiscais, através da mídia, através de publicidades incentivarem a população com campanhas educativas e a importância de denunciar toda e qualquer categoria de trabalho que prejudique os recursos humanos. Além disso, o Ministério do Trabalho e Emprego em parcerias com empresas, devem proporcionar cursos de qualificação profissional e aulas de alfabetização gratuita para pessoas carentes possam ter melhores oportunidades, fazendo assim diminuir a exploração.