Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI
Enviada em 03/03/2021
No século XXI, a maioria da população brasileira acreditou que ocorreriam várias mudanças com relação ao trabalho exaustivo, cargas horárias muito extensas, salários medíocres, entre outros, visando uma melhor qualidade de condições de trabalho para todos os indivíduos. Porém, com as crises que o Brasil teve nas últimas duas décadas, a taxa de desempregados aumentou (14,3%, o que corresponde à 14,1 milhões de brasileiros no último trimestre de 2020, de acordo com o Pnad, IBGE), fazendo com que as expectativas e exigências com relação ao trabalho exercido fossem drasticamente menores. Por isso, várias pessoas se submetem a trabalhos análogos a escravidão e não denunciam, por medo de perderem sua única fonte de renda ou até mesmo por normalizarem tals condições trabalhistas.
A grande porcentagem dos trabalhadores que passam pelo trabalho escravo são de baixa classe social, o que aumenta as dificuldades da denunciação, pois a maioria tem baixa escolaridade, muitas vezes analfabetos, e também sem acesso às tecnologias para comunicação. Além disso, por terem poucas oportunidades de emprego, os indivíduos mais pobres aceitam condições baixíssimas para sobreviver, sem lugar adequado para se instalarem, sem comida adequada e sem saneamento básico. As cargas horárias altas também são aceitas pelos trabalhadores, passando de 12 horas por dia (Profissão Repórter 29/11/2017).
Para que o trabalho escravo consiga ser melhor fiscalizado e denunciado, é preciso que o Estado exija, pelas leis, melhores condições de trabalho, sendo específicos com relação à todos os temas e tópicos trabalhistas, como o saneamento básico, instalação dos trabalhadores e salário mínimo. A fiscalização também é importante, assim como a conscientzação da população sobre o que é o trabalho escravo e como deve ser denunciado. Assim, terá mais denúncias e trabalhos irregulares, que podem ser facilmente levados à justiça e ajudar os indvíduos a sair dessas condições precárias.