Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI
Enviada em 03/03/2021
O trabalho escravo não é apenas um serviço forçado como o que conhecemos do Brasil em nossas aulas de história. Pode também ser um trabalho forçado com salários totalmente injustos e abuso dos funcionários. No entanto, a nossa política reconhece como trabalho escravo apenas no sentido concreto, assim fazendo com que muitas pessoas saiam extremamente prejudicadas com isso e o patrão dessas pessoas continue ganhando muito pelo trabalho deles. Estamos vivendo uma crise no Brasil que houve um aumento imenso de desempregados. Pela lei da oferta e da procura, essa crise faz com que os salários de empregados seja mais baixo, o aumento de abuso nas condições do trabalhador é muito visto também. O serviço não é diretamente forçado pelo patrão, como era nos momentos de escravidão no Brasil, mas os empregados acabam trabalhando demais por um salário precário. Karl Marx dizia muito sobre a mais-valia, que basicamente é o que o empregado rende e o quanto ele ganha, pensando dessa maneira, podemos ver um trabalho indiretamente escravo, em que o empregado produz um saldo muito maior que seu salário e esse saldo na verdade cai nas mãos do patrão. Isso mostra que boa parte do que os empregados trabalham é gratuita, que quanto mais serviço é oferecido maior o saldo de dinheiro que vai para a mão do patrão gratuitamente. A mais-valia pode vir de duas formas: uma é no pagamento insuficiente, na outra é a cobrança excessiva pelo sustento dos funcionários. Sabendo de tudo isso, podemos dizer que o conceito de trabalho escravo nos dias de hoje está sendo banalizado mesmo que sendo algo tão importante.
Cabe então, a nossa política, redefinir conceito do que é trabalho escravo, mostrando também esses outros aspectos como condições desumanas no trabalho. Também deve existir uma lei que criminalize o pagamento de salários injustos e um reajuste do salário mínimo por profissão, reduzindo ao máximo a mais-valia