Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI
Enviada em 02/09/2021
Certa vez Rousseau disse que os primeiros escravos foram feitos a força porém a covardia os perpetuou, o que o filósofo retratou em sua fala foi o processo historiográfico que todas as nações ao redor do mundo estavam escrevendo, assim sendo, perenizando a covardia de explorar o seu igual, baseando-se apenas na sua cor, raça, etnia, sexo ou gênero.
A escravidão conteporanea foge do conceito já idealizado por Debret em sua obra “Escravidão no Brasil”, ela vai muito alem da arte, é algo analogo a nosso dia a dia, podemos encontra-la nas roupas, nas contruções, nas grandes empresas. Estamos cercados por atos que são explicitos mas ao mesmo tempo não os vemos e em muitos caso acabamos os ignorando.
Segundo dados do IBGE-Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas- o Brasil atualmente possui mais escravos do que em seu tempo colonial, sendo em sua maioria proveniente do tráfico sexual. Além do ato libidinoso a exploração está presente em vários ramos da nossa sociedade, como por exemplo na agricultura, em fazendas mistas e na fabricação textil. Tais ações, mesmo sendo condenadas por lei, ainda ocorrem e são encobertas em favor de uma minoria que possui poder.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para melhorar o quadro atual. Dessa forma, compete ao MTE-Ministério do Trabalho e Emprego-juntamente com o MMFDH-Ministerio da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, promover maior fiscalização em zonas suspeitas. Essa ação deve ser feita por fiscais especializados em trabalho escravo com o auxilio de dispositivos que impeçam a retomada do aspecto escravista, uma vez que com a averiguação e punição desses locais ocorra uma diminuição da escravidão em nosso país, trazendo justiça para os injustiçados e mudando o cenario covarde que se perpetuou durante anos.