Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI

Enviada em 25/10/2021

A formação do Brasil durante o período colonial, teve como mão de obra da época o trabalho escravo, situação desumana que marcou drasticamente a história do país. Apesar da “abolição” ter sido documentada em 1888 sabemos que, em pleno o século XXI, ainda ocorre a terrível exploração trabalhista, em razão da desigualdade socioeconômica e o descaso governamental.

Em primeira análise, temos que a desigualdade social e econômica é um dos fatores da ocorrência do trabalho escravo. O baixo nível de escolaridade e a alta taxa de desemprego entre populações vulneráveis faz com que não tenham acesso a trabalhos de qualidade. E, somando a exploração de empresas e empregadores, acabam se submetendo a remunerações inadequadas e condições de trabalho análogas à escravidão, para garantirem o sustento familiar.

Ademais, o combate ao trabalho escravo dificulta-se pelo descaso do Governo diante desse problema social. Essa atitude resulta na irregularidade e até inexistência de fiscalizações adequadas, o que favorece a prática desse crime. Temos como exemplo o Brás, bairro industrial da cidade de São Paulo, onde é possível encontrar imigrantes trabalhando em indústrias têxtil em condições precárias. Dessa forma, podemos perceber a falta de atitudes para reverter essa situação.

Diante do exposto, e notório que o Brasil precisa combater o trabalho escravo na sociedade. Sendo assim, é necessário que o Ministério do Trabalho e Emprego contrate profissionais para fiscalizar todas as regiões do páis e cobrar de empresas o rigor cumprimento das leis trabalhistas e punir aqueles que não respeitarem. E, juntamente com grandes empresas, deve fornecer qualificação profissional gratuita para populações vulneráveis em regiões carentes do Brasil, garantindo oportunidades a essas pessoas. Assim, as populações carentes obtém qualificaçao profissional e o trabalho escravo será abolido definitivamente, mantendo a dignidade e o respeito de todo cidadão.