Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI

Enviada em 14/05/2022

Em 1995, diante das Nações Unidas, o Brasil reconheceu a persistência de trabalho escravo no seu território. Sendo ele, o último país a abolir a escravidão, é perceptível que parte da população normalize, sem perceber, esse cenário, o que torna difícil os resgates, que são feitas por meio de denúncias. Além disso, a desigualdade social faz um grande papel nesse impasse, visto que, a maioria das vítimas são indivíduos de baixa renda.

Uma vez que passaram-se apenas 134 anos desde a abolição da escravidão, é evidente a existência de uma normalização dentro da sociedade brasileira sobre tal situação, por exemplo, no interior do país, onde existe a adoção de crianças de famílias de baixa renda para “ajudar” nos afazeres da casa, assim, muitos são separados dos pais, levados a locais distantes, aumentando a dificuldade de voltar ao seu lar, além de não terem acesso a educação descente. Dessa maneira sendo obrigadas a permanecerem perante a exploração por vários anos.

Ademais, por grande parte dos indivíduos resgatados, serem analfabetas e de baixa renda, os chefes desses locais de “trabalho” se aproveitam do desespero e desconhecimento delas e as enganam para que continuem tendo lucros sem gastos, desrespeitando os direitos humanos. Embora existam leis que condenam esses atos, como a maioria desses criminosos são pessoas com grande poder social e aquisitivo, conseguem escapar da punição por vários meios, como a

de subornos.

Em virtude dos argumentos mencionados, faz-se necessário solução para essa problemática. Cabe ao Ministério do Trabalho, criar projetos de leis de fiscalização dos locais de trabalho para que não haja exploração, primeiramente fazendo treinamentos dos fiscais para que não ocorra o suborno, além disso, em parceria com o Ministério da Educação promover palestras nas escolas e em plataformas de vídeo para que a população entenda amplitude do problema para que assim passem ao perceber e a denunciar esses casos, para que assim diminua gradativamente os desafios ao combate ao trabalho escravo em pleno século XXI.